Síria: Palmira e a falcoaria

Novembro 2015 / Tesouros da Humanidade

Todos os dias, as notícias falam da Síria. Os motivos são a guerra civil entre o Exército governamental e os grupos rebeldes, e os atos horríveis cometidos pelos jiadistas do autoproclamado Estado Islâmico. Eles semeiam morte e destruição por toda a parte desta nação da Ásia Ocidental ou Médio Oriente.

Além disso, os jiadistas têm o hábito de destruir monumentos e objetos de valor histórico e arqueológico importantíssimo para toda a Humanidade. Recentemente, ameaçaram destruir as ruínas da antiga cidade de Palmira, e, no passado mês de agosto, fizeram explodir o templo de Baalsamin (Deus do céu fenício).

Como as notícias, também nós falamos da Síria, porém, não para falar das coisas tristes, mas das suas belezas… sem, no entanto, deixar de lamentar que estão em risco de desaparecer fisicamente da face da Terra.

Palmira, sítio Unesco desde 1980

Palmira é uma pequena cidade de aproximadamente 45 mil habitantes. Contém as ruínas de uma grande cidade que foi um dos centros culturais mais importantes do mundo antigo. Localiza-se perto do famoso rio Eufrates.

No complexo arqueológico de Palmira encontram-se vários edifícios importantes, tais como o templo do deus Baal, que remonta ao tempo de Jesus, o teatro, as Termas de Diocleciano, do século ii, e colunas e torres funerárias romanas.

Curiosidade

Em aramaico, a cidade foi chamada Tadmor, que significa «palma», daí a tradução para o grego e, em seguida, latim como Palmira. A Bíblia, no segundo livro das Crónicas, fala de Palmira e descreve-a como uma cidade fortificada pelo rei Salomão.

História

  • Em tempos antigos, Palmira era um oásis, isto é, um lugar no deserto rico em água. Por esta razão, era uma cidade muito importante para o comércio entre o Ocidente (Roma e Grécia) e o Oriente (Índia, China, etc.).
  • Tornou-se província romana no ano 14 da nossa era.
  • Entre os anos 267 e 272, Palmira libertou-se do Império Romano, graças à rainha Zenóbia, e constituiu-se como Reino de Palmira, conquistando quase toda a Turquia.

 

A falcoaria Património Imaterial desde 2000

A UNESCO, a partir do ano 2000, decidiu declarar Património Mundial não só os lugares ou monumentos, mas também as manifestações culturais dos povos do mundo.

Na Síria, o único património imaterial da UNESCO é a falcoaria: a arte antiga de treinar aves de rapina (falcões, águias, corujas, etc.) para caçar.

Atualmente, de arte da caça converteu-se em passatempo para pessoas que gostam de adestrar aves de rapina para exibição em concursos.

Em muitos aeroportos, os falcões devidamente treinados têm a tarefa de manter as aves longe do espaço aéreo por onde descolam e aterram os aviões. A colisão de aves com aeronaves pode causar danos no aparelho e pôr em perigo a segurança dos passageiros.

 

Conhecer a Síria

  • A Síria é um dos países mais importantes do Médio Oriente;
  • Faz fronteira a Norte com a Turquia, a este com o Iraque, a sul com Jordânia e Israel, e a oeste com o Líbano;
  • Tem cerca de 24 milhões de habitantes;
  • A língua oficial é o árabe;
  • É uma república semipresidencialista. O presidente é Bashar al-Assad;
  • Desde 2011, vive em guerra civil, porque grupos, chamados rebeldes, querem destituir o presidente. Este conflito já causou mais de 250 mil mortos e cerca de quatro milhões de refugiados;
  • Em 2012, entraram em campo os jiadistas. Eles não só querem derrubar o presidente, como lutam contra todos os grupos rebeldes. O seu objetivo é conquistar território e implantar um Estado islâmico.
Por: Marco Braggion

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