Sete variantes do amor

Abril 2016 / Sabes

Já na Antiga Grécia se falava de sete variantes do amor.

 

Amor eros

Assim chamado por causa de Eros, o deus grego da fertilidade, representava a ideia de paixão sexual e desejo. Todavia, era visto como uma forma perigosa, ardente e irracional de amor que poderia levar as pessoas a perder o domínio de si mesmas.

 

Amor philia

É a amizade, que os gregos ensinavam como relação de lealdade entre soldados que lutam lado a lado numa batalha, como disposição para sacrificar-se pelo outro. Aplica-se também na relação com os animais e as plantas, e, de algum modo, as novas gerações estão a aplicá-lo às coisas.

 

Amor storge

Define a relação entre pais e filhos.

 

Amor ludus

É o que se vive nas artes – dança, pintura, música, escrita, etc. –, no desporto, no convívio numa roda de amigos, na oração. É o gostar de fazer o que nos deixa felizes.

 

Amor ágape

É o mais radical. É o amor altruísta. É o amor prestado a todas as pessoas, sejam membros da família ou estranhos, amigos ou inimigos. Foi traduzido para o latim como caritas, que é a origem da palavra «caridade».

 

Amor pragma

É o amor maduro. É o entendimento profundo que se desenvolve entre casais ao longo do casamento, e entre os membros dos Institutos religiosos que vivem em comunidade (freiras, padres, irmãos). Tem que ver com estabelecer acordos de convivência, pela tolerância, a paciência e outras virtudes da boa convivência.

 

Amor philautia

É o amor-próprio. Este pode ser egoísta – e a isso chama-se narcisismo – ou pode ampliar a capacidade inata de amar, ou seja, quando como disse o filósofo Aristóteles: «Todos os sentimentos amigáveis por outros são uma extensão dos sentimentos do homem por si mesmo.»

Por: Redação

Deixe uma resposta