«Ser mãe é um sim dado ao amor»

Maio 2017 / Invencíveis

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Ser mãe foi um grande presente de Deus, contou Cristiane Maria Sbardelotto Hoffmeister, do Brasil, à Audácia e ao sítio imissio.net.

 

É difícil expressar tudo o que significa para mim a maternidade. Foi um grande presente de Deus. Serei eternamente grata. Eu e o meu marido gerámos vidas, frutos do amor, e, nelas, participamos na Criação de Deus.

 

Sou mãe de três filhas

Constato que cada filha é um novo ser, que carrega consigo algo novo. Não é uma cópia minha nem do pai. Tem a sua própria personalidade, que vamos conhecendo e descobrindo à medida que cresce. E isso é uma grande aventura. É desafiante, pois exige doação e entrega. Mas é também a proeza mais encantadora e gratificante.

À medida que elas crescem, percebo quanto aprendo com elas. É um intercâmbio recíproco. Cada uma me ensina algo e contribui com dons e talentos que enriquecem a nossa vida familiar, e também onde quer que estejam.

São irmãs. São parecidas. Têm traços semelhantes. Mas cada uma é uma obra-prima. Cada dia percebo o quanto são diferentes.

A mais velha, por exemplo, é muito extrovertida. Gosta de conversar, de estar com as pessoas, de fazê-las sorrir, de vê-las felizes.

Já a do meio gosta das coisas ordenadas. É mais silenciosa, tranquila, tem uma visão clara e objetiva das coisas.

A caçula é muito criativa, desembaraçada. Gosta de aprender. Está sempre à procura de algo novo para fazer. Por isso, é boa companheira. Cada uma, ao seu modo, contribui para essa nova harmonia; é como um mosaico, todas as peças são preciosas.

 

Um desafio incrível

Lembro-me que, no início, a ideia de ser mãe assustava-me um pouco, porque pensava: «Como vou cuidar de outra pessoa, se quase não consigo dar conta do que já tenho?» Mas ser mãe é um sim que damos ao amor, à vida, e isso dá-nos força para nos lançarmos confiantes.

E hoje vejo como esta experiência é incrível. Antes de cada gravidez, fazia a mesma pergunta: «Como vou dar conta de duas, de três, se já não posso com uma, com duas?» Todavia, compreendi que sofria por antecipação. Depois, tudo se ordena. Encontramos um modo de exercer a maternidade. Vamos estabelecendo prioridades. E a vida vai-se recriando.

Acredito que a graça de Deus nos acompanha em cada momento. É mais ou menos como a mala que carrego quando saímos com as crianças: quando tinha só uma filha, levava uma mala enorme, ou até mais do que uma. Agora, com as três filhas, levo uma mala mais pequena do que a primeira. Carregamos só o que é realmente necessário. Vamos aprendendo a valorizar e a dar prioridade ao que é essencial na vida. E, neste processo, as filhas tem-me ensinado muito.

Por: Audácia

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