Re-sentir o amor (2)

Março 2018 / Bíblia-app

 

O ressentimento assinala situações que nos feriram e que, por conseguinte, não devemos repetir, por sabermos o que custam. Jesus convida-nos a adotar o perdão.

 

Nesta catequese, Cristina, já a frio e com o que durante a semana leu e refletiu acerca do ressentimento, começa por questionar Jesus na Bíblia_app:

– Como é que faço para não deixar que o ressentimento se apodere de mim?

– Conversa com a pessoa com quem estás ressentida. Se ambas as partes quiserem, com certeza tudo se resolverá. Quando tal não for possível, falar com Deus – rezar – acerca da situação ou procurar alguém de confiança com quem partilhar o sucedido pode ajudar. No fim, é preciso ver o que de positivo podes tirar dessa dor e soltá-la, isto é, perdoares e seguires em frente. Deixar ir o ressentimento é saudável física, mental, emocional e espiritualmente. Não vale a pena consumires-te, ficares sem energias e condenares o resto da vida por um momento que aconteceu nuns minutos! No Pai-Nosso, ensinei a pedir: Perdoai-nos as nossas ofensas, como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.

– Já consigo perceber que exagerei e que o Joel não tinha intenção de me magoar, mas na altura tive vontade de o esganar! – continua a jovem no diálogo com Jesus na aplicação digital.

– Porque assumiste que o Joel tinha alguma coisa contra ti e estava, de algum modo, a rejeitar-te, certo? – devolve Jesus.

– Certo! – riposta Cristina, humildemente. – Agora vejo que foi parvoíce… e, por causa dela, ia pondo a nossa amizade em risco.

– Além do mais, essa má onda toda só faz mal à pele… – intervém Inês.

– É mesmo coisa de rapariga! – reage Filipe. – Pior é retirar a serenidade e a liberdade!

– Eu sei – retruca Inês. – Estava apenas a tentar aliviar a tensão… No entanto, é bem verdade que o ressentimento constitui um veneno para quem o consente. As outras pessoas dormem perfeitamente com os meus ressentimentos por elas, eu é que não!

– É um facto! – anui Matilde. – Quer se trate de ressentimento passivo ou agressivo.

– O ressentimento não é todo igual? – espanta-se Joel, até então calado, mas sumamente atento.

– Quando experimentamos o ressentimento passivo – esclarece Matilde –, sentimo-nos vítimas e estamos sempre a recordar a ofensa, amargurando-nos, em autêntica autopiedade, todavia sem o demonstrar. Ignoramos a pessoa ou deixamos de lhe falar. Reprimimos a emoção, permitindo, não obstante, que ela cresça. Vemos o erro do outro, mantendo-nos, no entanto, cegos à nossa responsabilidade no problema. No ressentimento agressivo, pelo contrário, a emoção manifesta-se por meio de pensamentos, palavras e atos carregados de ataques dirigidos a quem nos feriu. Queremos retribuir a dor sentida. Tornamo-nos rebeldes e impulsivos. Podemos usar de violência física, verbal, psicológica, emocional, até com pessoas mais frágeis que nada têm que ver com a questão. Muita da violência social, incluindo homicídios e suicídios, está relacionada com ressentimentos.

Os protagonistas deste episódio, entretanto, conversaram tranquilamente. Joel compreendeu como, sem querer, havia afetado Cristina; ela, por sua vez, reconheceu o pré-julgamento e a hipersensibilidade. No final, experimentaram a alegria de se reconciliarem e deram o abraço da paz de verdadeiros amigos. Joel, aliviado, desabafa:

– Não há dúvida: a reconciliação é uma experiência terapêutica. Obrigado, Jesus!

 

Pensa nisto

O ressentimento não permite raciocinar com clareza e faz emergir em nós os pensamentos e as ações mais vis.

Por: Maria Mendonça

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