Quantos mais golos, melhor

Junho 2015 / Campeões

Aud_Junho2015_Pag22

O Papa Francisco vai ter a satisfação de ver o futebol (uma das suas paixões) contribuir para o projeto Scholas Occurrentes, nascido de iniciativas semelhantes no Arcebispado de Buenos Aires quando ele ainda era o cardeal Bergoglio. A partir do dia 11 deste mês, o papa será um dos adeptos que mais vibrará com os golos da Argentina na Copa América – torneio equivalente ao Europeu –, mas também ficará feliz com os golos das outras nove seleções da América do Sul e das duas convidadas (México e Jamaica). É que cada golo marcado ou penálti defendido implicará a doação de dez mil dólares à organização de solidariedade social que apoia os jovens estudantes desfavorecidos.

 

O projeto Scholas Occurrentes, como explicou o Papa Francisco imediatamente após a recente celebração da parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), nasceu para «congregar os esforços de todos em favor da educação» das crianças e adolescentes desfavorecidos utilizando «a cultura, o desporto, a ciência e as artes», promovendo pontes locais e universais.

Lançada pelo Papa Francisco em 13 de agosto de 2013, no Vaticano, num evento paralelo ao jogo Itália-Argentina em sua homenagem, a rede mundial Scholas Occurrentes já conta com cerca de 400 mil escolas em 70 países dos cinco continentes. As primeiras foram inscritas por Messi e Buffon na histórica sala de conferências da Pontifícia Academia das Ciências.

A adesão da Unicef permitirá a colaboração em «ações globais» que incidirão «no propósito de acabar com a violência» e na promoção da ligação entre os jovens, favorecendo o acesso «às ferramentas de comunicação». O objetivo é criar «plataformas para a educação, participação e construção da paz» que envolvam as novas gerações.

 

No entanto, a forma mais curiosa de apoiar as Scholas Occurrentes vem da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), que doará cerca de 9300 euros por cada golo no torneio que decorrerá no Chile até 4 de julho.

Como a média de golos das últimas três Copas América foi de 72 golos, prevê-se um apoio na ordem dos 650 mil euros. «O desporto é uma ferramenta para a educação. Ensina-nos a ser solidários e a trabalharmos em equipa», comentou o papa, contente por ver o futebol associado ao projeto Scholas Occurrentes.

O Papa Francisco é grande adepto de futebol. Em dezembro de 2013, já no Vaticano, o sócio número 88 235 do San Lorenzo de Almagro viu o seu clube sagrar-se campeão argentino. Um dia depois de ter completado 77 anos, recebeu uma camisola comemorativa do título, conquistado sob o comando técnico de Jose Antonio Pizzi (ex-jogador do FC Porto), com Romagnoli (ex-Sporting) capitão.

Por: Luís Óscar

Deixe uma resposta