«Princesa» Nonô: Enfrentou o cancro com um sorriso

Outubro 2014 / Personagens

Tinha 5 anos. Foi vítima de um cancro nos rins. O seu sorriso contagiou milhares de pessoas que a acompanharam no Facebook.

Aos 4 anos, diagnosticam a Leonor um tumor de Wilms (cancro) nos rins.

No pensamento dos pais, uma só palavra: sobrevivência. E uma missão: fazer tudo para a salvar. Leonor mantém o sorriso, a alegria, a espontaneidade, a confiança de uma menina cheia de vida, como são as crianças de 4 anos.

Leonor adora princesas. E a sua cor preferida é o cor-de-rosa. Por isso, recebe merecidamente o título Princesa Nonô. Mas o que reinará nela continuamente éo seu sorriso contagiante. Vai lutar sempre com um sorriso contra o cancro que a consome.

Nonô contagia os colegas de trabalho da sua mãe. No dia a seguir ao diagnóstico, eles criam uma página no Facebook, chamada «Os aprendizes da Nono» e criam plataformas para ajudar na batalha contra a doença. O seu gesto tem como propósito angariar dinheiro para que Leonor tenha sempre a mãe a seu lado.

A Nonô ganha muitos amigos – mais de 100 mil –, recebe ajudas, mensagens, prendas, fotos, muitos gestos de solidariedade, quando perde o cabelo, quando faz tratamentos… Os pais respondem emocionados, com lágrimas, Nonô oferece o seu sorriso.

Aceita e sorri

Leonor começa por ser tratada no Instituto Português de Oncologia (IPO), em Lisboa. Fez quimioterapia. Nonô não pergunta porquê. Aceita e sorri. Faz três sessões. Faz radioterapia. Opta, depois, por um tratamento na Alemanha, à base de células dendríticas.

Os tratamentos são caros. Os amigos organizam-lhe um concerto solidário. «Aceita e sorri» é o nome de um livro publicado sobre a sua história.

A luta dura um ano. No dia em que a Princesa Nonô morre, em setembro passado, Portugal veste-se de cor-de-rosa.

Os pais deixam a todos a lição aprendida da sua filha: «Ensinou-nos a aceitar e a sorrir. A Nonô regressou aos braços de Jesus. Pode finalmente descansar e olhar por nós. Deixa-nos um legado enorme. De sorrisos, de perseverança. Agradecemos todas as palavras de carinho e o apoio incondicional ao longo destes meses. […] A coragem e a força da minha Filha são a minha maior lição de vida. […] O testemunho de vida da minha Menina veio trazer de volta aos corações de todos nós nova esperança na verdadeira essência do Ser Humano. Pelas mãos de Deus ela guiou-nos num caminho de redescoberta do verdadeiro significado de AMOR INCONDICIONAL.»

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A história de Leonor pode ser um estímulo para cada uma das 350 crianças a quem, a cada ano, é diagnosticado cancro. O tumor de Wilms éum dos oito tipos de cancro mais comuns nas crianças. Cerca de 75 % sobrevivem.

Por: Jorge Ferreira

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