Prémios do bom ambiente

Março 2016 / Ciência

 

Às vezes, as melhores ideias não são aquelas que exigem o investimento de milhares ou de milhões de euros.

 

Às vezes, as melhores ideias são as mais simples e criativas, que transformam desvantagens em benefícios, ou restos de materiais que pareciam sem préstimo em objetos ou produtos úteis, que ajudam a poupar os recursos naturais e valorizam uma comunidade ou uma região. E, às vezes, estas boas ideias ganham prémios, como aconteceu com os vencedores da última edição dos Green Project Awards, que desde há oito anos são uma iniciativa da APA, a Agência Portuguesa do Ambiente, e da associação ambientalista Quercus.

Na sua última edição, em janeiro deste ano, o prémio distinguiu algumas das melhores ideias que de norte a sul do País estão a contribuir para melhorar a vida das populações  e, ao mesmo tempo, a poupar o ambiente. Um biocombustível feito de resíduos florestais e agrícolas que é biodegradável e não polui, um sistema de controlo de rega engenhoso e barato que ajuda a poupar água nos jardins da Amadora ou um projeto de divulgação de sensibilização ambiental de alunos de uma escola de Peso da Régua estão entre as ideias vencedoras este ano.

Vencedores de cada categoria

Os prémios estão distribuídos por várias categorias, entre as quais se destacam a de Investigação e Desenvolvimento, Consumo Sustentável, Gestão Eficiente de Recursos ou ainda a Iniciativa Jovem. Ao todo, e considerando todas as categorias (que contemplavam também Agricultura, Mar e Turismo, Mobilidade, Produto ou Serviço e, ligado a Alqueva, Boas Práticas e Inovação) houve mais de cem candidaturas, oriundas de todo o País.

Em Investigação e Desenvolvimento, o grande vencedor foi o tal biocombustível novo, feito de “lixo” vegetal e resíduos agrícolas, que tem a vantagem de se degradar no ambiente sem poluir, porque não tóxico. Foi uma invenção de César Fonseca, do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG).

No Consumo Sustentável, o grande vencedor foi um projeto chamado Cabaz do Mar, que na prática é uma rede de suporte social e de proximidade que foi criada na região de Odemira e que tem como objetivo escoar o peixe de baixo valor comercial, obtido por meio de artes de captura sustentáveis, e ao mesmo tempo garantir o acesso ao peixe a preços mais baixos.

Na Gestão Eficiente dos Recursos, o prémio foi para o sistema de rega dos jardins posto em prática pela Câmara da Amadora, que usa dois pequenos aparelhos com um cartão de dados com ligação à Internet, para acompanhar a rega em tempo real, e que possibilita a interrupção a qualquer momento, com um simples comando no telemóvel ou no computador. Este sistema já permitiu uma poupança de 16,5 milhões de litros de água naquela cidade, que representa uma poupança de cerca de doze mil euros.

A Iniciativa Jovem vencedora deste ano foi o  projeto Oxigénio, apresentado pela Escola Secundária João de Araújo Correia, de Peso da Régua, que pretende estimular a consciencialização ambiental na população escolar e na comunidade, por meio da utilização sustentável da energia no dia a dia.

Por: Maria Filomena Silva

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