Em dois mil anos de Cristianismo, tem havido inúmeros relatos de aparições, umas de Jesus Cristo e outras da Virgem Maria, de anjos ou de santos.
Em relação às aparições de Nossa Senhora, o sítio www.miraclehunter.com – que reúne relatos e testemunhos – conta mais de duas mil. Todavia, a Igreja apenas reconhece 16. Ela prefere ser prudente.
O Catecismo da Igreja Católica, no número 67, diz que as aparições não são assuntos e matéria de fé, mas cumprem outros objetivos: «A sua função não é a de melhorar ou completar o que Jesus Cristo revelou, mas a de ajudar a vivê-lo mais plenamente numa certa época da História.»
Historicamente, as aparições são sinais por meio dos quais Deus pede à Igreja que cumpra a missão que Jesus lhe deu depois de ressuscitar: «Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado» (Mt 28, 19). Por meio de porta-vozes, Deus quer que as pessoas sejam capazes de O conhecer melhor e de O amar.
As seis aparições de Nossa Senhora em Fátima, em 1917, marcaram o século XX, mas a sua mensagem é válida pelo tempo em que for atual a sua mensagem. As palavras de Nossa Senhora aos três pastorinhos tinham como contexto as grandes catástrofes causadas pela maldade das pessoas, nomeadamente as guerras. Na aparição de 13 de julho, Ela disse: «A guerra [I Guerra Mundial] vai acabar, mas se não deixarem de ofender a Deus, começará outra pior.» Mas também oferecia grandes meios de salvação: oração, penitência (correção) e conversão.
A mensagem que nos dá Nossa Senhora, como mãe afetuosa, é um convite a mudar de vida, a seguir a Jesus e, assim, ser mais felizes e construir um mundo melhor, com paz.




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