Os últimos a chegar é que mandam?

Setembro 2018 / Vária

No tempo em que a América se chamava Abya Yala – vocábulo do povo cuna, do Panamá, e que significava «Terra Madura» –, isto é, antes da chegada dos europeus ao Novo Mundo, no século XV, eram faladas cerca de 1800 línguas ameríndias, desde as terras geladas do Alasca e do Ártico canadiano, passando pelas pradarias da América do Norte, pelos trópicos equatoriais e descendo os maciços andinos e as terras baixas sul-americanas, até à Terra do Fogo, na Argentina.

Naquela época, dos 1500 idiomas que havia na América Central e do Sul, destacavam-se três como línguas francas, com as quais se podia viajar por todo continente: o nauatle – também chamado asteca ou mexicano –, o quéchua do Império Inca e o guarani, que ainda é a língua indígena mais expandida na América do Sul.

No Ártico, Canadá, Estados Unidos e Gronelândia, havia mais de 300 línguas indígenas, umas dos esquimós, outras dos índios do Norte, como os apaches, outras das tribos perto da fronteira com o México. O Estado norte-americano do Utah, por exemplo, recebeu este nome em alusão ao seu povo indígena uto-asteca, os utes.

Depois da colonização europeia, que foi violenta em muitos aspetos, hoje em dia as línguas dominantes são as dos conquistadores: 247 milhões de pessoas falam inglês, cerca de dez milhões falam francês, mais de 400 milhões falam espanhol e 208 milhões falam português.

 

Curiosidades

Os Estados Unidos não têm língua oficial. Neste país, nos Estados próximos da fronteira com o Canadá francófono, há uma grande percentagem de habitantes que falam francês. No Maine, por exemplo, há uma localidade onde oito em cada dez são francófonos e que se chama Frenchville. Também nos Estados Unidos, existe a Academia Norte-Americana da Língua Espanhola, porque há mais falantes de espanhol nos EUA do que em Espanha.

Há um milhão de falantes de árabe nos Estados Unidos, quase quatro vezes mais do que em 1980.

 

Por: Redação

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