O povo rom (cigano) é minoritário na Europa. São perto de quinze milhões. Espalhados por todo o continente, formam comunidades muito diferentes entre si. Estudos do seu ADN, publicados na revista Current Biology, mostram que têm uma origem comum no noroeste da Índia, há cerca de 1500 anos, e que os roms da Bulgária são geneticamente mais próximos da população ancestral. Foi ali que chegaram e dali se dispersaram pela Europa há cerca de 900 anos. A Portugal, chegaram em 1462.
A interação dos roms com as várias populações europeias não tem sido pacífica, devido a receios e preconceitos. Desde o século xv, eles sofrem discriminação por serem considerados vagabundos e delinquentes.
Criaram-se narrativas, que até recorrem à Bíblia, para os declarar malditos. Difundiu-se a lenda de que eles teriam fabricado os pregos que serviram para crucificar Jesus.
Curiosidades dos roms
A palavra «cigano» provém do termo grego athígganos. Foi-lhes dado para os classificar como magos ou bruxos.
Mas no seu idioma, o romani, a palavra que os define é rom, que quer dizer «homem»; as mulheres são romís e o plural de rom é roms. A estrutura gramatical do romani é semelhante à das línguas indo-europeias do norte da Índia e do Paquistão, como o prácrito (derivada do sânscrito), o marata e o panjábi.
Os roms regem-se por leis próprias, que não estão escritas, mas que todos conhecem e são salvaguardadas pelo homem mais velho e mais respeitado da comunidade.
A família é constituída por avós, pais, filhos, tios, primos…
Os namorados não podem falar entre si; mandam recados por outra pessoa. Dizem que namoram com os olhos.
A festa de casamento pode durar dias e são os homens que cozinham.
Adornam-se com muito ouro, por gostarem e porque em caso de necessidade podem vendê-lo rapidamente.
Os roms aprendem a tocar, cantar e dançar e bater palmas à maneira cigana desde crianças.




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