O povo lepcha é o mais antigo do Estado de Sikkim, situado nas montanhas dos Himalaias, no leste da Índia e faz fronteira com Tibete, Nepal e Butão. Descende de tribos originárias do Tibete e da Mongólia Oriental. Vive numa região paradisíaca: montanhas cobertas de neve e vales exuberantes. Certamente por isso, os lepchas chamaram a área Ne Meyel Lyang, que quer dizer «A terra do paraíso escondido».
Estima-se que a população atual lepcha se situe entre os 50 mil e os 80 mil membros. Habitam numa região situada entre os 230 e os 8500 metros de altitude. Cada aldeia consta de 15 ou 20 casas, espalhadas pela encosta. A agricultura e o pastoreio são as principais atividades. O clima varia entre os 4 e os 30 graus. A chuva é contínua entre junho e setembro e acima dos 2500 metros há neve todo o ano.
A maioria dos lepchas professa o Budismo. Todavia, reconhecem a existência de várias divindades e de espíritos benevolentes, que apaziguam por sacrifícios, e fala-se, por isso, de um budismo animista. Um pequeno número é cristão.
A sua língua materna é o rongring, uma língua tibeto-birmanesa, mas a maioria fala e escreve nepalês.
Música e dança, ao som de tambores, flautas de bambu e vários instrumentos de cordas, bem como mitos e lendas, fazem parte da cultura lepcha. As canções de amor e de tributo à Mãe Terra são populares.
Curiosidades das famílias lepchas
Os lepchas dividem-se em clãs patriarcais. O namoro é consentido pelos tios do homem e da mulher. Depois, consultam o chefe espiritual – o lama – que verifica o horóscopo dos noivos e determina o melhor dia para o casamento.
Durante os últimos meses de gravidez, praticam rituais para que o bebé seja protegido dos maus espíritos, como os que creem provocar aborto ou doenças.
Em geral, é um povo gentil e altruísta, que evita brigas e comportamentos antissociais.




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