As Irmãs Missionárias da Caridade, de sari azul, estão presentes no Sudão do Sul junto dos mais necessitados: os órfãos, os idosos e os mais pequeninos.

Em Rumbek, no Sudão do Sul, as missionárias de Madre Teresa de Calcutá têm uma casa para acolher crianças órfãs ou com doenças incuráveis, bebés com graves problemas de desnutrição, assim como doentes mentais e idosos. À entrada, um simples placard de chapa pintado à mão confirma que esta é a casa das Missionárias da Caridade.

No pátio amplo ao ar livre, numerosas crianças brincam. As suas mães estão sentadas ao sol, à entrada da casa principal. As Irmãs – todas elas africanas – andam pelas camaratas e pelos dormitórios dos mais pequenos, onde há camas e berços distribuídos ordenadamente.

Alguns bebés dormem placidamente. Uma missionária para diante de um destes pequeninos. Acaricia-o. Aperta-lhe a mão. Relembra mentalmente a sua história, a sua mãe, os problemas de pobreza que assolam o Sudão do Sul… Ali, naquela casa, a maioria das crianças está bem alimentada e feliz. Já residem há vários meses naquele espaço.

De repente, ouve-se um choro desconsolado, de partir o coração. Vem dos braços de uma mãe, que envolve um ser diminuto numa manta. Ali, ao vivo, está a imagem que se vê de vez em quando na televisão ou é foto de jornal ou revista para ilustrar a fome em África. Trata-se de um bebé de alguns dias ou, no máximo, meses.

A missionária da caridade olha para a mãe e aperta-lhe carinhosamente o braço. São gestos de compreensão e de incentivo. E, com a mãe, observa com um nó na garganta e o coração despedaçado o sofrimento daquela criança, que chora inconsolável. É realmente desanimador ver a sua cabecinha desproporcional em relação ao corpo raquítico, os ossos salientes nas maçãs do rosto, os braços… apenas pele enrugada e osso… Tudo isto são sinais inequívocos de desnutrição grave.

Elevam-se orações de protesto para Deus: «Não há direito!» Todavia, à indignação junta-se o agradecimento, por Deus ter posto no caminho destas mães e dos seus filhos uns anjos reais, que são as Missionárias da Caridade.

Aquele bebé que agora chega à casa das Irmãs está a salvo. Mas quantos bebés como ele vão morrer ou já perderam a vida pelo caminho?

Vida por vida

As imagens da fome agitam a consciência de todas as pessoas. Os bebés de Rumbek têm a sorte de ser salvos graças aos cuidados maternais e médicos das Missionárias da Caridade, herdeiras da paixão pelos mais pobres dos pobres da sua fundadora, Beata Teresa de Calcutá. E também graças ao trabalho dos voluntários que dedicam algum tempo da sua vida a cuidar de quem mais precisa.

Os países, as organizações para a cooperação e o desenvolvimento, as celebridades desenvolvem programas de emergência humanitária e põem à disposição dos mais necessitados ajuda monetária, recursos, alimentos, etc. Os missionários, esses, dedicam toda a sua vida. E tu, estás disponível para dar(-te) mais?

Por: Africa González

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