Todos os elementos da família Bélier são surdos-mudos, exceto Paula, a filha adolescente. Graças à ajuda de Paula, aquela deficiência nunca foi incapacitante. Ela, desde pequena, habituou-se a ser porta-voz de cada familiar, sendo a ponte de comunicação com o resto do mundo.
Mas tudo muda quando o professor de Música de Paula descobre o seu enorme talento para cantar e incita-a a participar num prestigiado concurso em Paris.
Paula fica, então, perante um dilema: seguir o seu sonho e deixar a família entregue a si mesma, ou manter-se perto dela?
Outra interpelação deste filme francês é a timidez de Paula. Para ela, seguir a carreira representaria cortar o cordão umbilical, sair da sua zona de conforto, entrar num processo doloroso.
No fundo, Paula tem de aprender a olhar com maturidade para o seu talento vocal. Numa visão estreita, ela reflete que a sua voz não pode ser apreciada pela sua família, mas é-o pelos outros. Numa visão mais adequada, ela percebe que o seu talento é a porta para a sua felicidade; e, na medida em que se realiza, pode beneficiar mais a sua família.
A canção principal do filme, Je vole («Eu voo»), também parece dar dicas, pois o seu tema fala da passagem à fase adulta.
Sobre o filme
Título: A família Bélier
Género: Drama musical
Realizador: Éric Lartigau
Duração: 105 minutos
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