A violência e a consequente insegurança assumiram proporções inimagináveis em todos os cantos do nosso planeta.
De todos os lugares do mundo chegam-nos variados relatos de crimes horrendos, praticados de várias formas e realizados com uma crueldade e barbaridade jamais vistas. Recentemente, temos assistimos à decapitação de reféns por parte dos jiadistas no Iraque e na Síria – ações vergonhosas e cobardes que matam inocentes com o único objetivo de ameaçar e espalhar o terror e a insegurança. Também no nosso país a violência e a insegurança continuam a abrir telejornais, a encher páginas de jornais e revistas. Será que existe um lugar e um tempo para a segurança?
Cultura do medo e da insegurança
Os noticiários sensacionalistas ajudam a consolidar a cultura do medo e da insegurança. Em virtude da ampla difusão dos meios de comunicação, é possível receber, em tempo real, notícias de homicídios e sequestros que aconteçam em qualquer parte do país e do mundo. O número de pessoas com síndrome de insegurança e de pânico tem aumentado assustadoramente. Falta a paz para trabalhar, para passear com os familiares, para trabalhar motivado, para estudar com esperança, enfim, para viver com tranquilidade. Consequentemente, as pessoas vão-se isolando cada vez mais dentro das suas casas, com grades de ferro e portões fortemente guardados, reféns da própria insegurança e do medo, vivendo com uma mitigada qualidade de vida.
À procura da segurança
A segurança constitui um direito inalienável cada vez mais ameaçado nas sociedades globalizadas. Essa é a opinião dos portugueses que reconhecem que a segurança é uma das chamadas «necessidades de sobrevivência»: conclusão que já se pode retirar da primeira fase do estudo «O que é necessário para uma pessoa viver com dignidade em Portugal?», que está a ser desenvolvido por uma equipa de investigadores das universidades Técnica de Lisboa e Católica. O problema é que nesta busca desenfreada de segurança viramo-nos muitas vezes para o dinheiro, a saúde, os estudos, a profissão, a fama, a família… Em tempos conturbados e mutáveis como os que vivemos, esses lugares deixaram de nos poder oferecer segurança e o que oferecem é, muitas vezes, precisamente o contrário: a instabilidade e a insegurança. Queremos segurança, mas não a conseguimos experimentar porque talvez a procuremos em sítios e lugares que não a têm e, por isso, não a podem dar.
Experiência da insegurança
Vivemos em tempos difíceis em que a humanidade está cada vez mais focada em si mesma e confiante na sua força e inteligência. Confia somente em si própria e usa meios e estratégias para se proteger. Mesmo assim, continua desprotegida e vulnerável. Na maioria das vezes, a falta de segurança resulta de um sentimento de medo: medo de ser rejeitado, medo de que as coisas não deem certo, medo de ficar só, medo de ficar pobre, mede de chumbar, medo de ficar desempregado, medo de ficar doente, desempregado, medo do futuro. Acredito que a segurança, que tanto procuramos e de que desesperadamente precisamos, somente a podemos encontrar em Deus.
Segurança em Deus que não desilude
Acredito que o mundo nunca esteve tão inseguro e acredito também que um dos motivos para isso estar a acontecer é a falta de Deus na vida das pessoas e, consequentemente, a falta de amor nos corações de todos. Só em Deus e com Deus é que nos podemos sentir seguros e protegidos. O Livro dos Salmos está repleto de declarações sobre como devemos confiar em Deus, de como Ele auxilia os seus e de como Ele os protege: «O Senhor é a minha rocha, fortaleza e proteção; o meu Deus é o abrigo em que me refugio, o meu escudo, o meu baluarte de defesa» (Salmo 18).
O Papa Francisco na sua primeira exortação apostólica diz: «Quem arrisca, o Senhor não o desilude; e, quando alguém dá um pequeno passo em direção a Jesus, descobre que Ele já aguardava de braços abertos a sua chegada.» Recentemente, para a viagem à Albânia, escolheu como lema «Com Deus, rumo à esperança que não desilude».
Deus é como uma “bengala”, um apoio, uma segurança para muitas pessoas, na verdade, o mais provável é que Ele seja a única, verdadeira e legítima “bengala” que podemos ter. Isto porque Deus entregou o próprio filho, perfeito e santo, para morrer em nosso lugar, para nos conceder o perdão e a salvação, para nos deixar em segurança. Como não nos sentirmos seguros n’Ele? Em vez de nos deixarmos levar pela sensação de insegurança e medo predominante na sociedade, ou em vez de procurar a segurança no sítio errado, voltemo-nos para o Senhor, a fonte de toda a segurança. Para usufruir desta promessa que não desilude, é preciso que aprendamos a cultivar o amor, investindo as nossas energias nas coisas que têm valor e que podem dar sentido à vida. Que as nossas vidas sejam alimentadas não pela cultura do medo e da insegurança, mas por tudo o que de bom provém do Senhor.
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