É muito conhecido o ditado que diz mais vale prevenir do que remediar. Certamente até já foi utilizado por alguns de nós. Apesar de muitos o conhecermos, poucos o pomos em prática.
O mais comum entre nós é pormos em prática um ditado que diz depois da casa arrombada trancas à porta. Na prática, a ausência de prevenção pode expor-nos a consequências nem sempre agradáveis – daí o nosso arrependimento por não termos prevenido.
Prevenir é antecipar
A palavra «prevenção» vem do latim praevenire, que é a junção de duas palavras: prae («antes») e venire («vir»), e significa literalmente «chegar antes». Então «prevenir» quer dizer chegar antes do perigo, antecipar, perceber previamente, para minimizar o risco.
Ações preventivas são ações defensivas que visam prever e minimizar os danos que podem ocorrer. Quem «chega antes» tem condições de evitar que algo indesejável aconteça, tomando as medidas necessárias. A prevenção é, antes de tudo, a mais sensata das atitudes que um indivíduo pode tomar em todas as situações da vida.
Filosofia de vida
Mais do que ações isoladas, a prevenção deve ser uma filosofia de vida. Como diz Einstein, «uma pessoa inteligente resolve um problema, um sábio previne-o».
A prevenção é um conceito de vida, uma forma de ver as coisas. Ao atuarmos de forma preventiva, estamos a acender a luz da responsabilidade para com a própria vida, a buscarmos dentro de nós e a pormos em funcionamento o compromisso mais amplo com a existência.
A prevenção tem relação direta com a sobrevivência. Conhecer e aprender as práticas da prevenção deve ser algo que desperte a nossa atenção e interesse. A maior parte dos acidentes ou problemas pessoais ou sociais poderia ter sido evitado se medidas preventivas, muitas vezes muito simples, tivessem sido adotadas. Prevenir é sempre melhor e mais barato do que remediar. Exemplo disso é a medicina preventiva.
Em todas as áreas da vida devemos dar muita atenção à prevenção, mas, quando se trata da nossa saúde, a prevenção deve ser redobrada. Uma grande conquista para a prevenção de doenças foi a descoberta de vacinas pois elas permitem evitar futuras doenças. A medicina preventiva é uma especialidade que tem como objetivo prevenir doenças ou lesões, ao invés de curá-las ou tratar os seus sintomas, visando melhorar a qualidade de vida de todos.
Educar para a prevenção
Como nos dizia Pitágoras, «eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens». Realmente, é melhor prevenir os crimes do que ter de puni-los mais tarde. O meio mais seguro, mas, ao mesmo tempo, mais difícil de tornar os homens menos inclinados a praticar o mal é aperfeiçoar a educação para a prevenção.
A escola, a par da família, é o lugar privilegiado para essa educação, pois ela acolhe muitos alunos com comportamentos de risco: violência, consumo e abuso de substâncias, comportamentos sexuais de risco e mesmo comportamentos autodestrutivos. Face a tudo isto, a escola não pode ser afastada das tarefas de sinalizar, avaliar e atuar perante situações de risco efetivo e educar visando a prevenção. No entanto, essa educação não é tarefa fácil em sociedades pós-modernas que apresentam grandes complexidades, sobretudo as relacionadas com as escolhas morais. São muitos os que se perdem em escolhas morais e éticas mal formuladas, criando uma sociedade enovelada e emaranhada numa crise de valores, numa perda de sentido e numa inversão de valores.
Num mundo cheio de possibilidades, as escolhas morais devem ser bem analisadas, pautadas com rigor e disciplina. As pessoas não se podem deixar influenciar pelas propagandas, mas têm de desenvolver, cada vez mais, a sua consciência crítica, fundada em valores abrangentes que permitam afirmar a prevenção como uma forma de estar.
Prevenção precisa-se
É necessário adotarmos uma postura preventiva no dia a dia e à nossa volta. Uma vida feliz não é a que se entrega a paixões passageiras e vazias, mas a uma experiência existencial centrada no equilíbrio e na dignidade humana. O prazer pelo prazer (o hedonismo) abre caminho a que nos aventuremos sem precaução e acabemos frustrados e desiludidos.
Na procura da realização e da felicidade não nos podemos isolar. Por outro lado, muitos pensam que ser autêntico é assumir tudo, sem medo e sem máscaras ou, então, identificar-se rapidamente com a onda, a moda ou o momento. Ser autêntico é o contrário, é ser diferente, é estar ao lado do que é bom e correto, custe o que custar. Assim, é necessário que fortaleçamos o caráter e a determinação para que, no contacto com influências desviantes, sejamos mais fortes. Temos muitas das vezes de ter a coragem de dizer «não». A força de uma pessoa não se mede pela quantidade de emoções e sentimentos, mas pela capacidade de dominar essas emoções e esses sentimentos.
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