O que fica quando acaba a catequese?

Julho-Agosto 2017 / Sementes da fé

 

O objetivo da catequese é que os jovens cristãos vivam experiências inesquecíveis de comunhão com Deus e com os outros. Por isso, fala-se e vive-se a amizade, a partilha de ideias e de celebrações, a solidariedade, a oração.

E a catequese, verdadeiramente, nunca acaba. Ela tem duas dimensões: uma em que se recebe e outra em que se dá. Nem todos serão catequistas, nem todos frequentarão formalmente a catequese, mas todos aprendem em cada domingo, retiro ou peregrinação, por exemplo, ou por meio de revistas, livros, filmes, festivais, etc.

Na Igreja, nada é ponto de chegada, tudo é pronto de partida. Todos aprendem e todos ensinam, porque o protagonista é Deus – o Pai, Jesus Cristo e o Espírito Santo. A nós cabe-nos a tarefa de servir, colaborar, apoiar.

 

Importante é fazer a Vontade de Deus

Santo Afonso Maria de Ligório, no livro A Prática do amor a Jesus Cristo, enumerou quatro sinais para sabermos se estamos a trabalhar na Igreja por amor a Deus ou por vaidade.

Primeiro: Se uma iniciativa não corre conforme a expectativa, quem age só para Deus não se perturba em caso de fracasso. Pensa: talvez não fosse o momento adequado; talvez Deus não o quisesse.

Segundo: Alegra-se com o bem que os outros fazem.

Terceiro: Aceita de boa vontade qualquer trabalho que lhe é solicitado.

Quarto: Tendo cumprido o seu dever, não fica à espera de louvores nem aprovações dos outros. Alegra-se somente por ter contentado Deus. Se, porém, recebe críticas, não fica triste, mas fortalece-se com a ajuda dos outros para fazer melhor.

Por: Jorge Ferreira

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