Nutrição: Erros que engordam

Junho 2014 / Saúde

Ao contrário do que muita gente pensa e faz, deixar de comer e privar-se de certos grupos de alimentos não faz emagrecer.

Tomar o pequeno-almoço, por exemplo, é fundamental para repor a energia após muitas horas de jejum, e contribui para evitar quadros de hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue) e mal-estar. Além de equilibrar o peso corporal, claro.

Os hidratos de carbono costumam ser os grandes desprezados de quem quer emagrecer. A verdade é que, embora a primeira resposta do organismo à sua ausência seja o emagrecimento, depois a pessoa sente-se completamente sem energia, apática, extremamente cansada, podendo ainda apresentar queda de cabelo, enfraquecimento das unhas e mau humor. Portanto, o truque não é retirá-los, mas sim saber escolher o tipo de hidratos de carbono, preferindo legumes, frutas, verduras, aveia, arroz integral, linhaça e grãos integrais, que possuem uma quantidade adequada de fibras, o que ajuda a perder peso.

Saltar refeições ou substituí-las por doces ou afins não é nada boa política. O desejável é comer de três em três horas (escolhendo alimentos pouco calóricos), a fim de «informar» o corpo de que não vai ficar sem energia, e, assim, de que não precisa de a armazenar sob a forma de gordura.

A insuficiência de verduras e legumes conduz a uma deficiente ingestão de fibras. Estas promovem a sensação de saciedade. Em acréscimo, ao não ingerir fibras, que são protetoras e auxiliam no controlo do colesterol e do nível de açúcar no sangue, a tendência é de comer outras coisas que fazem mal e engordam. O bom seria introduzir este hábito logo desde a infância, mas pode-se sempre ir incluindo progressivamente opções até identificar os legumes e verduras prediletos. Quanto mais colorido for o prato (o ideal é ter cinco cores), mais nutrientes antioxidantes tem, o que se traduz em saúde e proteção contra doenças como o cancro.

A chamada dieta da sopa não é, igualmente, solução. Os alimentos sólidos obrigam à mastigação, processo em que se libertam diversas enzimas e outras substâncias e em que o cérebro recebe a mensagem de saciedade. Por outro lado, não é viável manter um regime alimentar só de líquidos por muito tempo, o que faz com que se regresse aos erros do passado ou se adotem outros piores. A conclusão é: sopa sim, mas consistente.

A ingestão em demasia de carne vermelha (vaca, porco…), sobretudo por parte de quem não aprecia carnes brancas (frango, peru, coelho) nem peixe, é outro erro. A carne vermelha possui gordura saturada, que aumenta os níveis de colesterol e, por entupir as veias, está na origem de doenças cardiovasculares. O recomendado é comer, no máximo, 300 gramas desta carne por semana. O ferro que ela proporciona pode ser fornecido, entre outros, por vegetais de folha verde e uvas pretas.

(Continua no próximo número…)

 

Os alimentos light

Também têm uma tabela nutricional, que quase ninguém lê. Nela é possível verificar que, em geral, contêm grandes quantidades de sódio. O sal em excesso propicia a retenção de líquidos, eleva a tensão arterial e leva ao aparecimento ou agravamento da celulite.

 

Por: Fernando Félix

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