Nutrição: erros que engordam (2)

Julho-Agosto 2014 / Saúde

Está a perder-se muito o lema de que «a hora da refeição é sagrada». Para muita gente, sobretudo o almoço é a correr e pouco cuidado. Recorre-se, amiúde, a comidas rápidas e nada saudáveis, acompanhadas, não raras vezes, de molhos bastante calóricos. As massas são disto um bom exemplo: fornecem milhares de moléculas de glicose – o que representa um risco real de vir a contrair diabetes –, substituindo-se às fibras (que filtram as toxinas e deixam o organismo em equilíbrio) e aos minerais de pratos mais variados. As fibras e as vitaminas presentes nas frutas são essenciais para tornar o organismo forte e resistente, e o hábito de as consumir deve vir desde a infância.

A água é, de igual modo, fundamental. Ela é responsável por distintas funções metabólicas, sendo que a desidratação gera envelhecimento precoce e danos nas células. Muitas pessoas têm medo de engordar por beber água às refeições. No entanto, um copo de até 250 mililitros não atrapalha a digestão nem a absorção dos nutrientes. Já os refrigerantes são de evitar, mesmo os light. Se os primeiros são perigosos pelo gás e/ou quantidade de açúcar que contêm, nos segundos é o excesso de adoçantes que pode ser prejudicial. No que respeita ao chá verde – que alguns usam para emagrecer –, não é aconselhável tomá-lo logo após as refeições, pois o seu alto teor de cafeína compromete a absorção de micronutrientes como o cálcio e o ferro. Tal como o café, que deve ser bebido uma hora depois de comer. Chás digestivos são os de alecrim e de hortelã.

Contudo, nem estes valem a quem anda a petiscar o dia todo. Este perigoso costume é uma das causas de obesidade e pode transformar-se numa compulsão alimentar, além de acarretar riscos de doenças ligadas ao exagero constante de açúcar, sal e gorduras.

Consumir muitas calorias de uma só vez leva a excedentes que o organismo tende a armazenar sob a forma de gordura. O mesmo acontece quando se passa o dia todo quase sem comer e se decide «vingar-se» à noite, altura em que o metabolismo é mais lento e já não se vai ter um dispêndio significativo de energia (arriscando, inclusive, insónias e pesadelos). Ou quando se misturam vários grupos de alimentos ou hidratos de carbono (como batatas e arroz) nos tão disseminados buffets de diversos restaurantes.

É crucial ter horários fixos para as refeições. O objetivo é evitar longos períodos de jejum, que fazem com que a pessoa depois pense que pode tudo porque esteve muito tempo sem comer (o que também conduz à perda de massa muscular).

Não adianta fazer dieta durante a semana e exagerar ao fim de semana. Nem ingerir certos alimentos até enjoar. O que se tem de fazer é uma reeducação alimentar e pensar que mais vale perder três quilos em paz do que seis em sacrifício, porque estes terão um prazo de validade…

Por: Fernando Félix

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