Na europa há cinco alfabetos

Setembro 2018 / Vária

Entre idiomas e dialetos, existem mais de 200 línguas indígenas na Europa. A maioria pertence ao grupo linguístico indo-europeu, que inclui as línguas novilatinas: português, espanhol, francês, italiano, rético, dalmático, sardo e romeno; as germânicas: dinamarquês, norueguês, sueco, islandês, feroês, alemão, holandês, frísio, inglês e iídiche; as eslavas: russo, ucraniano, búlgaro, polaco, bielorrusso, sorábio, checo, eslovaco, esloveno, sérvio, croata e macedónio; e as célticas: irlandês, gaélico escocês, galês e bretão.

Fora do grupo indo-europeu, no Norte do continente, encontram-se as línguas urálicas: o finlandês, o estoniano, o húngaro e diversas línguas lapónicas; no norte da Federação da Rússia, encontramos o ingriano e o careliano. No Sudeste Europeu, da família linguística altaica, constam o turco e o azerbaijanês. E há idiomas singulares, como o grego, o albanês, o arménio e o basco, que se constituíram isoladamente, sem pertencer a nenhuma família linguística.

A maioria das línguas europeias utiliza o alfabeto romano (ou latino). Mas, no total, com este, usam cinco dos seis alfabetos que há no mundo. Um é o alfabeto grego. Quem não conhece a letra ómega Ώ? Um alfabeto que nasceu a partir do grego e é usado em muitas línguas eslavas é o cirílico (foi criado por dois missionários cristãos, São Cirilo e São Metódio, no século IX). Na Arménia, usa-se o alfabeto arménio, criado no século v, por Mesrobes Mastósio, e o primeiro texto a ser escrito nesse alfabeto foi a Bíblia, pelo próprio Mesrobes. Por fim, o alfabeto georgiano, usado na Europa Oriental, parece «um alfabeto para brincar, inventado por crianças, cheio de bolinhas, letras redondinhas e corações», nas palavras do tradutor e autor de livros sobre a língua Marcos Neves.

Por: Audácia

Deixe uma resposta