Missionários Consagrados

Abril 2015 / Invencíveis

Com alegria, o P.e José Vieira, missionário comboniano natural de Cinfães, apresenta-se: «Defino-me como missionário por vocação, comboniano por consagração, padre por ordenação e jornalista por profissão.»

O P.e José Vieira fala da sua vocação com alegria e gratidão. Partilhou o seu testemunho com centenas de pessoas em Fátima. As suas palavras chegam a milhares de pessoas através do blogue http://jirenna.blogspot.pt.

O P.e Vieira coordena os 45 missionários combonianos presentes nas sete comunidades do Instituto em Portugal. Diz ele: «A minha consagração religiosa é um sinal da pertença a Deus através dos votos de pobreza, castidade e obediência.» E tem como finalidade «o serviço missionário no mundo». Pela sua consagração religiosa, ele está ao serviço da evangelização: isto é, anuncia a Palavra de Deus para que as pessoas, reunidas como família de Deus, isto é, em Igreja, transformem a sociedade inspiradas pelos valores do Evangelho.

Entre 2006 e 2013, o P.e Vieira desenvolveu a sua atividade missionária em Juba, no sul do Sudão, que, depois da independência, passou a ser a capital do Sudão do Sul. Foram sete anos como jornalista na Rádio Bakhita, a rádio católica de Juba que nasceu em fevereiro de 2007. Antes, sempre como jornalista, foi diretor da Audácia de 2001 a 2006. E já tinha trabalhado na redação de 1985 a 1992. Entre estes dois períodos, foi missionário na Etiópia. Dos anos de missão etíope nasceu um livro com testemunhos. Chama-se «Dias Felizes», e pode ser pedido à Editorial Além-Mar (editalemmar@netcabo.pt ou pelo telefone 213 955 286).

Comungar as alegrias e dores do povo

Na missão do Sudão trabalhou, entre outros, a irmã Cármen Galicia. Esta missionária comboniana natural do México dirigiu a Rádio Voz da Paz nos montes Nuba, um território em guerra civil, como o Sudão do Sul. Relata a missionária: «Nesta experiência de guerra e insegurança foi quando mais me senti confirmada no chamamento que Deus que me fez para ser seu instrumento no meio deste povo. Consolam-me as palavras de São Daniel Comboni: as obras de Deus nascem e crescem ao pé da cruz. A dor e o sofrimento da nossa gente serão transformados em vida nova.»

Esta é também a experiência do P.e Raimundo Rocha, comboniano brasileiro, que se escondeu no mato com a população: «Esse facto exigiu da nossa vida religiosa um testemunho ainda mais autêntico de fé e esperança, de solidariedade para com os mais pobres e abandonados, de defesa da vida.»

Por: Fernando Félix

Deixe uma resposta