Línguas oceânicas têm 50 mil anos

Setembro 2018 / Vária

A Oceânia é a região do mundo onde mais línguas autóctones desaparecem por causa da pressão dos povos colonizadores. Exemplo disso é a Austrália, onde, das cerca de 750 línguas que eram faladas na ilha à chegada dos europeus, no século XVIII, atualmente restam cerca de 200, muitas delas com um número muito reduzido de falantes. Ali, o inglês é a língua oficial. Aliás, o inglês e o francês têm carácter oficial em quase todos os Estados da Oceânia.

Todavia, há casos que fogem à regra. Algumas tribos conseguiram resistir e ainda se mantêm vivos cerca de 1000 idiomas nativos.

O samoano, língua oficial na Samoa, é falado por cerca de 130 000 pessoas, sendo uma das felizes exceções. Realce, também, para as línguas da Papua-Nova Guiné, a nação com maior diversidade linguística do mundo, e onde o tok pisin como língua oficial passou à frente do inglês. As línguas papuas são consideradas muito antigas, estimando-se que existam há 50 000 anos.

 

Curiosidades

O japonês, o chinês e o hindi também foram introduzidos em diversas zonas da Oceânia. No Havai, por exemplo, fala-se chinês e japonês, e, nas ilhas Fiji, há falantes de hindi, que são indianos, do Norte, Centro e Oeste da Índia.

Um fenómeno linguístico muito curioso é a língua denominada bislamá (do português «bicho do mar»), que mistura inglês, francês, castelhano e diversas línguas indígenas. É usada desde 1840 em Vanatu, Nova Caledónia, Ilhas da Lealdade e ilhas Fiji. Possui um dicionário e, até, literatura. O seu nome deriva do comércio de lesmas-do-mar e sândalo, os principais produtos das ilhas.

Portugal também navegou pela Oceânia. E há algumas palavras provenientes das línguas oceânicas no português, entre elas tabu, tatuagem, kiwi, bumerangue, dingo, coala e canguru.

Por: Redação

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