Jesus cala os fariseus

Fevereiro 2019 / Bíblia-app

 

Os fariseus eram conhecidos de Jesus desde sempre. Estavam constantemente presentes nas aldeias e fiscalizavam a forma como os camponeses cumpriam ou não a Lei. Julgavam-se superiores, perfeitos, sem pecado.

 

A luta contra a hipocrisia foi uma das principais batalhas de Jesus. Matilde considera que a visita a alguns episódios em que o próprio Jesus se socorre da argúcia para, por um lado, apontar posturas menos corretas e, por outro, levar a refletir acerca do verdadeiro sentido das coisas, provocará grande crescimento no seio do grupo. Nesta perspetiva, explica que, conforme cresce, Jesus desenvolve uma profunda deceção por essa gente “perfeita”. Ele vai compreendendo que os autoproclamados perfeitos são perigosos e que a única via para escapar às suas armadilhas e defender ideias contrárias é a perspicácia.

A catequista continua a sua exposição, aclarando que as autoridades do Templo e uns quantos políticos que não gostavam que Jesus lhes apontasse os erros decidiram armar-Lhe uma cilada. O objetivo era ver se O apanhavam em falso e O conseguiam prender por causa do que Ele dissesse. Contudo, não contaram com a sabedoria de Jesus para os expor ao ridículo e deixar sem resposta.

Para o grupo entender melhor, leem Mc 12, 13-17, teatralizando-o.

 

Inês (narradora): Enviaram a Jesus alguns fariseus e partidários de Herodes, a fim de O apanharem em alguma palavra. Aproximando-se, disseram-Lhe:

Filipe (fariseu): Mestre, sabemos que és sincero, que não Te deixas influenciar por ninguém, porque não olhas à condição das pessoas mas ensinas o caminho de Deus, segundo a verdade. Diz-nos, pois: é lícito ou não pagar tributo a César? Devemos pagar ou não?

Joel (Jesus): Porque Me tentais? Trazei-Me um denário para Eu ver.

Inês (narradora): Trouxeram-lho e Ele perguntou:

Joel (Jesus): De quem é esta imagem e a inscrição?

Filipe (fariseu): De César.

Joel (Jesus): Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.

Filipe retira-se, envergonhado. Cristina e Matilde abraçam Jesus, alegrando-se por Ele ter vencido a armadilha.

Os jovens percebem, a partir deste excerto do Evangelho, que a perspicácia de Jesus incomoda tanto os poderosos do seu tempo – e de todos os tempos –, porque arranha o seu prestígio e poder, ridiculizando as suas atitudes e os privilégios que concedem a si mesmos.

Por: Audácia