Felizes com 14 filhos

Dezembro 2015 / Invencíveis

Depois de casados, Paula e Maurício Alesso descobriram que era impossível terem filhos. Paula ficava grávida, mas por causa de uma doença auto-imune, ao terceiro mês acontecia um aborto espontâneo.

O terceiro aborto de Paula Alesso ocorreu no Brasil, onde, com o marido, tinham ido passar um ano de voluntariado para ajudar as crianças de rua na Associação São Lourenço, localizada em Mogi das Cruzes, no Estado de São Paulo. Perceberam mais tarde que Deus estava a trabalhar nos seus corações para os preparar para uma maternidade e paternidade maior. Ao trabalhar com as crianças sem-abrigo, pensaram que, um ano depois, quando regressassem a Itália, as crianças iriam reviver o sofrimento do abandono. Nesse momento, decidiram ficar no Brasil para sempre.

«A este ponto, aconteceu o primeiro de uma longa série de milagres», conta Maurício. «Paula ficou grávida – contra o parecer de todos os médicos – e nasceu Francisco Maria; em seguida, vieram à luz Estêvão Maria, Tomé Maria, Filipe Maria, Lourenço Maria e João Paulo Maria!»

Seis filhos do coração

Paula e Maurício Alesso trabalham há dezoito anos na Comunidade Cenáculo do Brasil, que atualmente abriga 70 crianças de rua. Um dia, entraram lá em casa seis irmãos dos 2 aos 10 anos, destinados a serem adotados por seis diferentes famílias, com poucas hipóteses de poderem vir um dia a encontrar-se. Paula e Maurício ficaram chocados e, separadamente, pediram a Deus um sinal: «Se nos considerasse a família adequada para adotar os seis irmãos, deveria ser a Irmã Elvira a dizer-lho.»

E, de Itália, a Irmã Elvira respondeu-lhes por correio eletrónico: «Não temos nenhuma família disposta a aceitar os seus irmãos. Pensei pedi-lo a vós.»

Vencidas várias dificuldades, os seis irmãos tornaram-se filhos adotivos desta família. «Aconteceu outro milagre», refere também Maurício. «Junto com as crianças, Jesus deu-nos mais paciência, mais coragem, mais desejo de começar e a consciência de que temos de aprender com os nossos filhos a ser pais. O amor dividido por doze em vez de diminuir reduplica.»

E elucida: «Somos pobres, mas pobres felizes! Não nos faltam as grandes alegrias, como quando, ao chegar a casa à noite, me saltam em cima doze simpáticos traquinas. Que ternura quando o mais velho ajuda o menor a fazer os deveres da escola! Se os problemas se multiplicam por doze, também as alegrias se multiplicam.»

Em 2004, os doze rapazes pediam uma irmãzinha! Em abril de 2005, nasceu Maria Clara Luz. O último dos integrantes da família é Federico. Tem síndrome de Down e nasceu em 2013.

Por: Fernando Félix

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