Eusébio da Silva Ferreira

Fevereiro 2014 / Personagens

Eusébio da Silva Ferreira nasce a 25 de janeiro de 1942. É o quarto filho do casal. Nascido pobre, é, todavia, rico em talento para dominar a bola. Tem o hábito de faltar às aulas para jogar com os amigos, em campos improvisados e com bolas de trapos.

A vontade de jogar leva-o a apresentar-se ao Sporting Lourenço Marques, filial moçambicana do clube leonino de Lisboa. Deste futebol amador, é contratado, em 1960 – tinha 17 anos –, para o colossal Benfica, que conquista nesse ano a sua primeira Taça dos Campeões Europeus. E, no ano seguinte, na sua primeira época de camisola vermelha, ajuda o clube a conquistar a sua segunda Taça dos Campeões Europeus. Com o número 10 nas costas, contribui com dois golos para a vitória sobre o Real Madrid, por 5-3.

Eusébio está associado à década mais gloriosa do Benfica, nos anos 1960. Foi campeão 11 vezes em 15 anos. E, com o número 13 na camisola da seleção nacional, carrega-a até ao terceiro lugar no Mundial de 1966, torneio em que foi o melhor marcador e melhor jogador.

O currículo de Eusébio como goleador é singular: sete vezes melhor marcador do campeonato nacional (1963/64, 64/65, 65/66, 66/67, 67/68, 69/70 e 72/73), duas vezes melhor marcador europeu (1967/68 e 72/73) e uma vez eleito melhor futebolista europeu. Marcou, no total, 733 golos em 745 jogos.

O seu último jogo com a camisola do Benfica é a 18 de junho de 1975, e a sua última internacionalização acontece a 19 de outubro de 1973. De 1975 a 1977, joga na North American Soccer League (NASL), em três equipas, sendo campeão, em 1976, com o Toronto Metros-Croatia. Neste ano, disputa dez jogos pelo Monterrey no campeonato mexicano. Volta a Portugal, para, em 1976-77 e 1977-78, jogar pelo Beira-Mar, da primeira divisão, e pela União de Tomar, na segunda divisão.

 Virtudes de um ídolo

São reconhecidas a Eusébio várias virtudes que carimbam a sua glória: paixão pela bola e pelo golo, autodisciplina, velocidade no arranque e progressão no relvado com a bola controlada, sentido tático para tirar o máximo de si e fazer render toda a equipa, excelente poder de elevação para cabecear, remate potentíssimo e dominava a bola com os dois pés. Sofreu muitas faltas e precisou de ser operado a um joelho seis vezes. Mas encontrou sempre força para continuar a jogar. E, em relação aos adversários, nunca lhes respondeu de forma agressiva. O único cartão vermelho que recebeu foi injusto, por ajeitar a bola com a mão antes de marcar um livre.

Fora dos relvados, criou relações duradouras, com os colegas, com outros desportistas e com a família.

Por: Audácia

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