Escola contra a escravatura

Junho 2014 / Gente Pequena

A Escola Secundária de Bocage, em Setúbal, organizou uma exposição com o tema «Escravaturas de ontem e de hoje». A iniciativa inseriu-se na semana de animação missionária levada a cabo pelos Missionários Combonianos.

A exposição «Escravaturas de ontem e de hoje» envolveu 135 alunos das cinco turmas do 8.o ano, da Escola Secundária de Bocage, em Setúbal, junto ao Estádio do Bonfim. O trabalho desenvolveu-se em várias fases. Primeiro, os alunos leram e interpretaram vários artigos sobre o tema e viram, em conjunto, o filme A Missão. Numa segunda fase, pesquisaram na imprensa e na Internet sobre o assunto. Por fim, redigiram um pequeno texto de opinião, comparando o passado e o presente. O tema da escravatura na História e na atualidade foi comentado e criticado em três aulas de 90 minutos. As várias turmas foram preparando textos, fotos que apresentaram nas cartolinas em exposição e muitas mais que não puderam ser expostas por falta de espaço.

Empenho de professora e alunos

A orientadora dos trabalhos foi a professora Maria de Fátima dos Santos Patranito, que ensina há 28 anos. Na conclusão da semana de animação missionária, ela estava visivelmente feliz e satisfeita pelo trabalho apresentado a toda a escola. Disse que o tema da exposição é de abordagem obrigatória nas metas curriculares estabelecidas pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC) para o 8.o ano de escolaridade. O objetivo, escreveu, é «desenvolver em cada um destes jovens o sentido de justiça, solidariedade e respeito pelo outro, na defesa dos valores que preservem a dignidade de todos os seres humanos, já que no mundo atual insistimos em ignorá-los».

Um dos textos afixados num dos mostruários da exposição resumia a problemática da escravatura no passado e no presente: «Na nossa opinião, antigamente, possuir um escravo era considerado um privilégio e um sinal de riqueza e poder… Na atualidade, ter em nosso poder um escravo é considerado crime, mas continua a ser muito usual… A nosso ver, qualquer pessoa que fizesse alguém escravo merecia prisão perpétua…»

Ontem e hoje

A civilização egípcia foi das primeiras a adotar escravos como mão de obra, na construção das pirâmides, por exemplo. Todavia, eram bem nutridos e tratados, pois deviam estar em boa forma física.

Na América, as civilizações asteca, inca e maia ocupavam escravos na agricultura e no exército. Os agricultores recebiam parcelas de terreno para cultivarem os seus alimentos.

Na Europa, a Grécia Antiga tinha escravos domésticos, agricultores, arqueiros e de outros ofícios: ourives, etc. Não tinham direitos como os demais cidadãos – a voto, a propriedade –, mas alguns eram bem vistos pela sociedade. Já o Império Romano era muito desfavorável para com os escravos.

Desde a Idade Moderna (século xv) até à atualidade, os escravos são mão de obra a explorar sem escrúpulos, são inferiorizados por preconceitos étnicos e, em particular, abusa-se das pessoas mais frágeis: mulheres e crianças.

Por: Audácia

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