Entregaram a vida pelos outros

Março 2018 / Invencíveis

 

No dia 24 de março, comemora-se o Dia dos Missionários Mártires. Lembram-se os heróis da caridade e do amor incondicional pelos demais, especialmente pelos mais necessitados. São aqueles que vivem ou viveram profundamente as palavras de Jesus: «Ninguém tem mais amor do que quem dá a vida pelos seus amigos» (João 15, 13).

 

O “Herói do Skate”

Em Londres, por exemplo, Ignacio Echeverría, espanhol, de 39 anos, bancário, não hesitou em enfrentar os terroristas no ataque de 3 de junho de 2017. Não fugiu, mas lutou com um terrorista, e, desse modo, salvou a vida de várias pessoas que conseguiram escapar naqueles instantes. Ignacio caiu ferido mortalmente, esfaqueado nas costas.

 

O “Anjo dos Leprosos”

O padre Gaetano Nicosia nasceu em Itália e era missionário na China. Chegou a Macau em 1963 para assistir cerca de 100 leprosos recolhidos na ilha de Coloane e a viver em condições dramáticas, desde a falta de higiene aos suicídios.

Durante quarenta e oito anos, ele partilhou a vida dos leprosos, transformando aquele lugar: levou enfermeiros e médicos para a ilha, estabeleceu uma dieta adequada aos doentes, apetrechou as casas, fez chegar água potável e luz; montou uma horta, ofereceu formação profissional aos que podiam trabalhar, construiu uma escola e uma igreja. De tal modo que, em 2011, quando o padre Gaetano deixou a missão, já não havia doentes entre os moradores. Ele faleceu em Hong Kong, no dia 6 de novembro passado, aos 102 anos.

 

O “Advogado dos Camponeses”

O padre Henri des Roziers, francês, chegou ao Brasil em 1978 com a missão de atuar contra as injustiças cometidas nas zonas rurais contra os agricultores. Tornou-se o defensor dos camponeses injustamente presos ou torturados, e das famílias de camponeses assassinados. Foi ameaçado de morte imensas vezes. Quem o matasse receberia como prémio 12 mil euros. Escapou. Faleceu em Paris, em novembro passado.

 

A irmã “Heroína do Ano”

A irmã Rosemary Nyirumbe, do Uganda, abriu as portas do convento para acolher meninas-soldados e mulheres escravizadas e vítimas de abusos pelo Exército de Resistência do Senhor (LRA), um dos grupos terroristas mais perigosos do mundo. Proporciona-lhes formação profissional.

Por: Fernando Félix

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