«Ninguém me pediu»
É a desculpa daqueles que veem alguém a precisar de algo, mas não lhe estendem a mão, porque tinham de ser “solicitados oficialmente”. A pessoa carenciada teria de pedir pessoalmente, ou alguém em seu nome. Porém, a caridade é voluntária. Oferece-se.
«Não receberei nada em troca»
Muitas pessoas ajudam à espera de alguma compensação em troca. Esta pode ter muitas formas: o reconhecimento público, uma fotografia ou uma notícia na comunicação social, uma troca de favores, uma gratificação em impostos, por exemplo.
«Vai dar muito trabalho»
É a desculpa da lei do menor esforço. E quem dá esta desculpa poderá dizer outras duas: «Deus vai ajudá-lo», lançando para os ombros de Deus aquilo que deveria ser feito por nós. Estas pessoas também costumam culpar Deus por todo o mal do mundo. E a outra desculpa semelhante é «outras pessoas ajudarão».
«Não sei como ajudar»
Há quem até tenha boa vontade, mas não faz nada com a desculpa de não saber como ajudar. Contudo, o princípio do auxílio é simples: interrogar as pessoas sobre as suas necessidades e consultar ou associar-se a quem já está a ajudar.
«Não tenho tempo»
Ou, por outras palavras, «não dá jeito». Todos dispomos da mesma quantidade de tempo.
O dia tem 24 horas tanto para o pedinte como para o presidente de uma multinacional. É a definição das prioridades que determina como se aplica o bem valioso que é o tempo.
«Acho que não merece»
Julgar os outros pode ser uma desculpa cruel, uma expressão de orgulho. É legítimo estar alerta para não ser enganado por quem pede uma ajuda material e não precisa. Todavia, essa pessoa não deixa de carecer de outra ajuda: a de ser educada para a sinceridade.
«Cada um tem os seus problemas»
É uma desculpa fatalista, parecida com «é a vida», «é o destino». No entanto, quando somos nós que precisamos de ajuda, geralmente não achamos que é «cada um com os seus problemas», mas gostaríamos que alguém nos estendesse a mão.
«Não tenho condições»
Pode ser a desculpa dos egoístas e avarentos. Contudo, como diz o provérbio, ninguém é tão pobre que não possa dar, nem tão rico, que não possa receber.




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