Campeonato mundial das religiões

Junho 2014 / Campeões

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Pouquíssimos são os países finalistas onde os católicos não têm significado nas estatísticas.

O melhor futebol é praticado pelos cristãos e, sobretudo, pelos católicos. Não se trata de uma conclusão científica, mas de uma simples constatação, olhando para os países que vão estar representados no Mundial do Brasil e para as religiões praticadas pelas suas populações. Contabilizando os grandes grupos religiosos dos 32 países finalistas, concluiu-se que mais de metade dos 1,8 mil milhões de habitantes destas nações são cristãos e quase um terço (cerca de 585 milhões) são católicos, embora estas contas não sejam muito rigorosas, por várias razões, incluindo o facto de alguns considerarem apenas os praticantes e de haver muitas pessoas que não revelam as suas convicções.

 

Neste “campeonato das religiões”, o Brasil é o campeão dos católicos, com 124 milhões. Uma fatia digna de um anfitrião e favorito ao triunfo na maior prova do futebol do planeta. Também na América, mas na do Norte, estão os outros países que completam o pódio dos finalistas com mais católicos: México (82 milhões) e EUA (55 milhões). Só depois surgem os europeus, com a Itália naturalmente à frente (48 milhões).

No entanto, é também na América (Central) que está o país com maior percentagem de católicos: as Honduras, com 97 por cento. Fortemente católicos são também a Costa Rica e, um pouco mais a sul, Colômbia e Equador, todos com cerca de 85 por cento da população fiel ao papa. Portugal (84,5 por cento) é o segundo país europeu neste ranking, logo atrás da Itália (88 por cento). A Argentina, do Papa Francisco, também sobressai pelo catolicismo da população.

Se considerarmos as várias ramificações do Cristianismo, os EUA são o país com mais fiéis (170 milhões), graças às Igrejas protestantes, com mais de 100 milhões de seguidores.

 

Pouquíssimos são os países onde os católicos não têm significado nas estatísticas. Mas é curioso que dois países “sem” católicos são treinados por portugueses. O Irão, “pátria” do Islamismo, é orientado por Carlos Queiroz, e a Grécia, do fervoroso católico Fernando Santos, tem quase só ortodoxos, cristãos que não reconhecem a autoridade do Vaticano.

Sendo a nação finalista mais habitada (310 milhões), os EUA têm o maior número de pessoas que assumem professar uma religião (240 milhões), um pouco mais de três quartos da população. Uma percentagem semelhante aos 74 por cento que, no conjunto dos 32 países, adoram um ou vários deuses e que, provavelmente, invocarão as suas crenças durante os jogos, pedindo ajuda superior para obter um bom resultado desportivo.

Todos são livres de acreditar mas sem o exagero de endeusar futebolistas, como a Igreja Maradoniana, que usa o “D” de Diego e o “10” da camisola para nomear o seu “D10S” (“deus”, em espanhol) e que até celebra o Natal a 30 de outubro, data do nascimento de Maradona.

Por: Luís Óscar

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