Atentos ao mundo fora das janelas

Dezembro 2014 / Pátio da Escola

 

Tens por hábito contabilizar as vitórias alcançadas e as derrotas sofridas, as coisas boas e as menos boas, o que fizeste (e que todos fizemos) e o que deixaste (e deixámos) por fazer?

Por certo, tu e a maioria de nós verificámos, então, que, ao longo destes doze meses, por todo o mundo, a humanidade alcançou vitórias, resultado do esforço e do trabalho de homens e mulheres de boa vontade. Porém, muitas foram as derrotas, sendo a maior delas a falência da paz. Neste momento,sãomuitos os focos de violência, assim como as suas diversas formas de expressão por todo o mundo. Hoje, mais do que nunca, ouvimos falar da situação do Médio Oriente, considerada uma das zonas mais conflituosas do mundo, onde muitas vidas são destruídas.

 

A escola, local onde, por vezes, surgem situações de violência, não é indiferente ao que se passa fora dos seus muros. As diversas disciplinas, tendo em vista as áreas que lecionam, têm como objetivo ensinar-te a olhar o mundo com sentido crítico, para poderes atuar nele,não cometendo os mesmos erros que outros cometeram. Estes conflitos são, muitas vezes, exemplos a que as disciplinas recorrem (umas mais do que outras) para te alertar das consequências das nossas más escolhas desde muito cedo. Das consequências da não aceitação dos valores que nos são transmitidos não só pela família mas também pela escola.

A guerra e a violência surgem de um conjunto de equívocos. Equívocos que se traduzem em se achar que é mais importante determinada ideia, religião ou país, do que o próprio ser humano.

Vivendo num tempo de grandes equívocos, com todas as consequências que daí decorrem, fará sentido comemorar o Natal?

Celebrar o Natal é celebrar a esperança. É acreditar na capacidade do ser humano em construir pontes de paz, capaz de ser imagem viva da mensagem daquele Menino nascido há dois mil anos. É relembrar que somos nós, com os nossos gestos, a fonte de esperança do mundo, capaz de o transformar num lugar melhor.

Sim, faz sentido celebrar o Natal. Feliz Natal!

rar o Natal?

São também muitos os equívocos quanto ao verdadeiro significado do Natal, que vão desde os símbolos ao conteúdo do que se celebra nesta época.

No início de novembro, já as montras nos chamavam para a tradicional azáfama natalícia. O homem das barbas brancas de traje cor das bagas do azevinho surge, de novo, nos grandes centros comerciais, anunciando a época que se aproxima, emprestando a sua figura para a fotografia para mais tarde recordar. Não é o Pai Natal com a sua fábrica de brinquedos o verdadeiro símbolo do Natal, nem tão-pouco por causa da crise o Natal deste ano vai ser mais pobre do que os anteriores, como se a riqueza do Natal dependesse da quantidade de dinheiro. Cada ano que passa, os equívocos continuam a ser vividos e alimentados, ainda que vozes e testemunhos tentem orientar o nosso olhar para a simplicidade da grandiosidade que é a celebração do Natal. A pergunta perdura: faz sentido celebrar o Natal?

Por: Isabel Mesquita

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