A taça não é para os mais ricos

Junho 2017 / Campeões

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Com o campeonato nacional e a Taça de Portugal atribuídos, mas com o apuramento para o Mundial 2018 em aberto (dia 9 de junho há mais um jogo, na Letónia), as atenções dos portugueses adeptos de futebol centram-se agora na participação inédita da Seleção na Taça das Confederações, momento ímpar para confirmar a classe que levou à conquista do Europeu no ano passado. A Taça das Confederações é uma prova da Federação Internacional de Futebol (FIFA) reservada aos campeões das seis confederações continentais, mais o país organizador e o campeão do mundo em título. Desde 2005, tem sido disputada de quatro em quatro anos e servido como ensaio geral para os Mundiais disputados no ano seguinte.

 

Na Taça das Confederações, as seleções europeias – Rússia, Alemanha e Portugal –, apesar de favoritas, não terão vida fácil para afirmar a suposta supremacia do Velho Continente. Já houve nove edições e, no que respeita a títulos, as Américas levam clara vantagem sobre a Europa: 6 a 3. O Brasil já venceu quatro vezes, a Argentina e o México têm uma vitória cada. Da Europa, a França foi duas vezes campeã e a Dinamarca uma.

O eurocentrismo está, no entanto, bem retratado no salário anual dos oito selecionadores. Segundo o Finance Football, o alemão Joachim Löw é o mais bem pago, com 3,2 milhões de euros. Fernando Santos (2,5 milhões) ganha quase o mesmo que o russo Stanislav Cherchesov (2,6 milhões), muito acima do milhão auferido pelo mexicano Juan Carlos Osorio, o quarto de uma lista que fecha com os “modestos” 170 mil euros de vencimento do inglês Anthony Hudson (Nova Zelândia) e os cerca de 400 mil pagos pelos Camarões ao belga Hugo Broos.

Com os jogadores verifica-se um panorama ainda mais eurocêntrico. As estrelas de todas as seleções atuam em campeonatos europeus, com rendimentos muito superiores aos dos (poucos) companheiros que permanecem nos países de origem.

 

Além de testar a logística do Mundial 2018, a organização vai estrear uma nova bola. A Krasava oferece maior aderência e mais visibilidade durante as jogadas aéreas, promete o fabricante.

Portugal joga com o México (CONCACAF – América do Norte, Central e Caraíbas) no dia 17 (domingo), com a organizadora Rússia no dia 21 (quarta-feira) e com a Nova Zelândia (OFC – Oceânia) no dia 24 (sábado). Se ficar em 1.º ou em 2.º lugar deste Grupo A, a Seleção jogará uma das meias-finais (dias 28 ou 29). A final será no dia 2 de julho, antecedida, na véspera, pelo encontro para o 3.º lugar. O Grupo B é composto por Alemanha (campeã mundial), Austrália (AFC – Ásia, apesar de se localizar na Oceânia), Chile (CONMEBOL – América do Sul) e Camarões (CAF – África).

A FIFA reconhece as edições de 1992 e 1995 da Taça Rei Fahd, organizadas pela Arábia Saudita, como precursoras das sete edições da Taça das Confederações, disputadas entre 1997 e 2013. Vencedor das últimas três edições e da primeira, o Brasil estará ausente pela primeira vez.

Por: Luís Óscar

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