A hormona do amor

Maio 2017 / Sabes

 

Na hora do parto, os cérebros da mulher e do bebé libertam oxitocina, chamada hormona do amor. Desta hormona dependerá o desenvolvimento da relação entre mãe e filho. O parto é, pois, também a entrada no mundo do amor.

O cérebro do pai que segura um filho nos braços produz igualmente oxitocina, inspirando e modelando o comportamento paternal e a relação pai e filho.

Depois, a função da hormona do amor estender-se-á muito para lá da maternidade e paternidade. Ela modelará a capacidade de criar laços com outras pessoas, mesmo com as desconhecidas.

 

A pele, as emoções e o abraço

É nos primeiros anos de vida da criança que se desenvolve o sentimento de pertença, ou vínculo. Este pode ser mais intenso entre mãe e filho, pois é ela que o amamenta, mas basta segurar a criança ao colo, falar-lhe, promover o contacto pele com pele para gerar os sentimentos de confiança, para entrar na dimensão do amor. A ciência confirmou que o calor corporal, os odores naturais do organismo e as batidas do coração da mãe, do pai e, até, dos irmãos, acalmam o bebé, por se sentir perto de quem o tranquiliza.

A justificação está na pele. Durante a gravidez, ela e o sistema nervoso originam-se de uma única camada celular embrionária chamado ectoderma. Por isso, é através da pele que o cérebro se conecta com o mundo exterior.

E aquelas primeiras experiências do amor têm paralelo ao longo da vida no abraço, que nos remete para a proteção e o aconchego do colo. E há muitos e diferentes abraços: de pai, mãe, irmão, avós, namorado, marido ou mulher, filho, amigos… de amor, de afeto, de conforto, de comemoração.

Por: Redação

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