A herança de um Pai é a sua presença na vida de um filho

Dezembro 2017 / Vária

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Mesmo com nove meses de preparação, a chegada de um Filho é uma emoção sem paralelo.

A alegria imensa de ser recebido com entusiasmo por uma Criança que, a cada dia, tem uma descoberta nova para partilhar justifica a passagem por todas as incertezas que tomam conta da nossa mente antes de darmos o passo irreversível em direção à Paternidade.

Assumido o compromisso de ser Pai, todas as nossas decisões passam a ser tomadas tendo em conta as consequências para aqueles que dependem de nós. Isto implica elevar a exigência e torna-nos, necessariamente, melhores.

Mais tarde, o orgulho que sentimos quando a Criança se emancipa e consegue tomar decisões acertadas sem precisar que lhe indiquemos o caminho compensa toda a tristeza que nos invade por percebermos que está próxima do fim a nossa missão enquanto Pais.

É-se Pai até morrer mas a nossa importância é maior na fase em que os Filhos nos veem como modelo que será tão mais perfeito quanto maior for a capacidade deles questionarem e superarem o que conseguirmos transmitir-lhes.

Mais do que a genética, a herança de um Pai está nos momentos em que está presente na vida de um Filho. E essa herança é maior e mais rica quanto mais conseguir estar presente nele mesmo quando está ausente.

Ser Pai é ter Filhos. Ser Pai feliz é ter o gosto de ver o fruto do nosso Amor tornar-se um Homem capaz de ser Pai ou uma Mulher capaz de ser Mãe. Mais do que isso, é ter a felicidade incomensurável de poder acompanhar o crescimento dos filhos, com todos os desafios que isso implica.

Luís Óscar Medeiros

Açores

 

Por: Audácia