
O obsessivo-compulsivo evita lugares, situações, pessoas e objetos causadores do seu mal-estar.
O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), também conhecido como perturbação obsessiva-compulsiva (POC) ou distúrbio obsessivo-compulsivo (DOC), é uma doença do foro emocional. Trata-se de uma dependência a um ou vários comportamentos que visam aliviar a extrema ansiedade sentida por quem padece desta patologia.
O doente sente um impulso irresistível para realizar rituais, pois acredita que através deles poderá afastar o mal que lhe aconteceria (ou à sua família) se não os levasse a cabo. Não é uma «mania» nem uma «pancada». O TOC é uma dependência comportamental muito complicada.
Prisão sem cadeias
O perfecionismo a que estão sujeitas as pessoas que sofrem de TOC não lhes permite ter uma vida normal. Além do mais, esta busca incessante por uma perfeição impossível de alcançar não acomete apenas em determinados dias ou horas; é algo que inquieta na escola ou no trabalho, no lazer, nos feriados, férias e fins de semana, de dia e de noite. O lema do TOC poderia ser «É proibido falhar!».
Por causa do TOC, deixa de haver descontração e espontaneidade. Invertem-se prioridades e valores e sacrifica-se tudo à possibilidade de pôr em prática os rituais aliviantes. Este suposto alívio traz, contudo, um cansaço extremo e a obrigatoriedade interior de os executar mata a liberdade e, muitas vezes, a esperança. Não sobra tempo, nem íntimo, para quase mais nada nem ninguém. Os conflitos multiplicam-se. O indivíduo sente-se sufocar, mas não se consegue libertar.
Alerta constante
O ritualista vive com uma atenção permanente a tudo e a todos, sentindo uma necessidade imensa de controlar, o que o esgota. Como os limites da «normalidade» nem sempre são percetíveis para ele – a fronteira entre a normalidade e o exagero é muito ténue –, tem de procurar o equilíbrio em cada ocasião, tarefa e relação humana. Não obstante, com tratamento, aprende a aceitar a sua condição e a conviver com ela, o que afasta a frustração e lhe proporciona maior qualidade de vida.
Vê neste vídeo – www.youtube.com/watch?v=YQcNRZNUsEA – o quotidiano de uma pessoa com TOC.
Sinais de TOC
Verificações repetidas (dos botões do fogão, da porta de casa, etc.).
Exigência, a si ou aos outros, de uma simetria perfeita entre objetos.
Descontaminações (com álcool, detergentes poderosos…).
Limpezas demoradas.
Contagens prolongadas.
Preocupação excessiva com a ordem.
Ansiedade suprema ao contrariar um ou mais destes rituais.
Que fazer?
– Compreender a causa emocional do problema.
– Reconhecer que não basta a força de vontade para vencer o TOC.
– Procurar ajuda especializada.