Campeões
Maio de 2012

Saltar à corda com estilo
Por: LUÍS ÓSCAR, Jornalista


Rope skipping é mais do que saltar à corda. Há acrobacias e sincronia com a música

 

Os chineses foram os primeiros a fazer competições de saltar à corda, há milhares de anos. Mas, como desporto, o rope skipping é recente, inventado nos EUA, há menos de meio século. Um jogador de futebol americano que utilizava o salto à corda para se treinar, como tantos outros atletas, tentou tornar o exercício mais agradável. Richard Cendali era professor de Educação Física e os seus alunos ajudaram-no a criar novos saltos e truques, com cordas curtas e longas. Em 1972, Cendali criou o primeiro grupo de rope skipping, que ainda hoje existe, com o nome de Skip Its.

 

A evolução fez com que o rope skipping não seja apenas saltar à corda. Os saltos básicos são com pés juntos, com um só pé e alternância de pés, mas os melhores saltadores fazem coisas inacreditáveis. Têm de executar acrobacias e manuseamento da corda, além de sincronizar os saltos com a música. O rope skipping pode ser praticado por todos. As únicas restrições são para quem tem malformações da coluna ou problemas que impeçam a prática desportiva em geral.

Em Portugal, o rope skipping é bastante recente. Depois de uma formação dada por alemães em 2002, em Guimarães, Nuno Dias e Fernando Santos lançaram um manual em português (2004). Através da Federação de Ginástica de Portugal tentaram divulgar a modalidade, mas chegaram à conclusão de que era necessário uma estrutura própria. Em 2011, com outros professores de Educação Física, fundaram a Associação Portuguesa de Rope Skipping, que tem sede em Esporões (concelho de Braga) e seleciona os representantes portugueses para as competições internacionais.

 

Saltar à corda durante 10 minutos equivale a meia hora de corrida, no consumo de calorias, e a pressão exercida nos joelhos, quadris e costas durante a aterragem é inferior à exercida durante a corrida, o que prova as vantagens deste exercício para a saúde. O rope skipping desenvolve resistência cardiorrespiratória, resistência muscular, flexibilidade, ritmo, equilíbrio, agilidade, coordenação e velocidade.

As principais variantes do rope skipping são corda individual, duas cordas longas (double dutch), partilha das cordas na Roda Chinesa, dois participantes partilhando a mesma corda e todos com uma corda longa. No entanto, em competição só existe corda individual (provas de velocidade, resistência, potência e freestyle) e duas cordas em double dutch (provas de velocidade e freestyle).

Para praticar rope skipping, a madeira é o piso ideal. Em cimento ou alcatrão é necessário usar ténis de corrida, com sola amortecedora. Nunca esquecer o aquecimento muscular e os alongamentos.


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